AUTOMARES

Quando o assunto é manutenção preventiva, o sistema de freio está no topo das prioridades

Quando o assunto é manutenção preventiva, o sistema de freio está no topo das prioridades

On fevereiro 22, 2016, Posted by , In Blog, With No Comments

freiosItem de extrema importância quando se trata de segurança, o sistema de freio deve estar no topo do ranking na hora da manutenção preventiva. Ela permite manter o veículo com a frenagem ideal, dentro das especificações do fabricante, funcionando sem ruídos e com o tempo de parada exato. A inspeção deve ser realizada a cada 5 mil quilômetros em carros que passaram dos 20 mil, evitando assim maiores danos.

Os veículos de passeio normalmente possuem freios a disco nas rodas dianteiras e freios a tambor nas traseiras. Algumas versões mais esportivas ou modelos luxuosos têm freio a disco nas quatro rodas. O sistema de freio é composto por pedal de acionamento, servo-freio, cilindro mestre, quatro cilindros auxiliares, pastilhas e lonas.

Num sistema de freio a tambor, a frenagem ocorre pelo contato das lonas de freio com o tambor de freio. Já num sistema de freio a disco, se dá pelo contato da pastilha de freio com o disco de freio. Em ambos os casos, o acionamento pode se dar por meio de circuito pneumático ou hidráulico. O atrito entre a lona e o tambor ou entre a pastilha e o disco gera torque de frenagem, responsável por reduzir a velocidade do veículo.

Alerta. A redução da eficiência de frenagem é o alerta de problemas. “Essa sensação de que o veículo está demorando mais para parar pode vir acompanhada de ruídos, por conta do contato entre as partes metálicas do patim no tambor ou da pastilha no disco, após o consumo total do material de atrito”, alerta o diretor comercial da Fras-le, Rogério Ragaz-zon. “Veículos modernos possuem sensores específicos para detecção e aviso ao motorista que o final da vida do material de atrito está chegando.”

As possíveis causas da redução na frenagem são lonas ou pastilhas inadequadas, graxa nas lonas e pastilhas, vazamento interno ou externo do fluido de freio e folga excessiva da lona. “Nestes casos, recomenda-se a substituição das pastilhas e/ou das lonas do freio, e a manutenção do conjunto hidráulico”, ensina o chefe de trade marketing da divisão Automotive e Aftermarket da Robert Bosch Horácio Meza.

Check-up. Só a revisão do sistema de freio não garante a frenagem eficiente. Segundo o técnico da Nakata especialista em freios Eduardo Guimarães, a conservação do sistema de suspensão (amortecedores, molas, pivôs), geometria da direção, estado e calibragem dos pneus, peso total e condição do solo, entre outros, interferem na eficiência da parada. É fundamental, também, manter revisados não somente o sistema de freio de roda, mas todo o sistema de acionamento hidráulico ou pneumático (válvulas, mangueiras, compressor, fluido de freio etc.).

Nem alto, nem baixo. O desconforto ao acionar o pedal do freio –conhecido por “pedal duro”– pode estar relacionado a diversos fatores, como o tipo ou qualidade do material de atrito empregado nas pastilhas de freio, ou vazamento do diafragma do servo-freio.

Mas, se ao pisar no freio o condutor sentir que o curso do pedal está longo –o carro demora a frear–, pode haver vazamento do fluido de freio. “Outros fatores, como ar no circuito hidráulico, folga excessiva entre o pedal e a haste e lonas desreguladas também podem causar esse problema. Substituir as peças com defeito do sistema hidráulico, regular as lonas conforme indicado pelo fabricante do veículo, corrigir as folgas e fazer a sangria do sistema de freio são algumas ações que podem corrigir este defeito”, ensina Meza.

Já os ruídos no momento da frenagem podem ser provenientes de mau contato entre discos e pastilhas. “Isso ocorre principalmente por reutilização de discos danificados ou indicam o final da vida útil de pastilhas e ou lonas”, alerta Guimarães.

Pastilhas ou lonas de má qualidade também podem ser responsáveis pelo ruído quando o freio é acionado. Nestes casos, recomenda-se a troca do filtro e/ou das lonas e pastilhas. Ragazzon, da Fras-le, elenca outros fatores que provocam chiadeira: falta de assentamento das pastilhas ou lonas, rebarbas nas peças, sistema de freio com folgas, disco ou tambor empenados, contaminação excessiva do sistema e uso de materiais de baixa qualidade.

Fluido. O fluido de freio é um composto sintético ou semissintético indispensável ao processo de frenagem do veículo. Suas principais características são a capacidade de não se comprimir e a de absorver água. “Quando o motorista pisa no pedal de freio, o fluido atua na linha hidráulica e aciona as sapatas/pastilhas de freio, executando a frenagem do veículo. Além disso, o fluido também funciona como lubrificante e previne  a corrosão de peças de todo o sistema”, ensina Meza.

Ragazzon acrescenta que a troca deve ser realizada de acordo com as instruções do fabricante. “Não se recomenda completar o nível, mas sempre a substituição total do fluido, evitando a contaminação do sistema de freio.”

Problema é o motorista. O modo de dirigir e a conservação das rodovias afetam a durabilidade do sistema de freios. O uso abusivo e exagerado do sistema de freios aumenta o consumo de material de atrito. Trânsito pesado, onde ocorre o anda-e-para constante, aumenta a temperatura do sistema, fazendo com que a taxa de desgaste seja maior. O uso do veículo em regiões íngremes (serras) também contribui para o desgaste do material, uma vez que a aplicação dos freios é constante. O uso do veículo em velocidades excessivas ou incompatíveis, com freadas bruscas, também prejudica o sistema. “É imprescindível usar todos os recursos que o veículo ofereça em termos de redução da velocidade sem o uso dos freios de roda, como o freio motor, redução na caixa de marchas”, coloca Ragazzon. Quanto menos o sistema de freios de roda for utilizado, mais vão durar os componentes.

Fonte: Pellegrino

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *